Crônicas, Contos e Poesias

Por Cica Carvalho

domingo, 17 de janeiro de 2010

"Tradução customizada" -Ne me Quitte Pas-


(leia escutando a música, no youtube tem ótimos videos com a Maysa, não consegui postar o link)


Minha quite dá para um par
Eu faço pliet
Tu sabes fazer pliet?
Eu te ensino se você deixar
Cuidado, o pliet pode tombar
É de mau tom
e o tom... eu perdi!
Você gosta do sabor de salmão? Come on?
Foi o César que me ensinou
Aquele que me deu o perfume...
Acuda, porque...
Eu quero sua banana
Minha quite dá para um par
Minha quite dá para um par
Minha quite dá para um par
Minha quite dá para um par


Amor, estou com frio
Péra, péga o queijo brie..!
Aquele vinho com sabor de Vanilla
Que eu paguei
Assim como o apê
Eu sei que é relativo
O que vale é o amor
Mesmo você votando no Collor
Sinto dó, mas sei que você se iluminará
Eu sei que vai demorar
O amor será real
O amor será real
Não vai sair de Ré?
Minha quite dá para um par (4x)


Arghhh, Minha quite dá para um par!
Não vale retroceder
Vós mercê tem que crescer
Eu te compro um congá
Justamente o par
E você me ajuda a amolar as facas
Eu sei que posso voar!
Eu quero ouvir o Som Brasil
Tomando um cálice de Contreau
Escutando você roncar
Amorr,
vamos voar e chamar o meu papi
ele adora um Contreau
Minha quite dá para um par (4x)


Na vila, ele sobreviveu
O Jair, aquele elefante!
Denunciou aquela... vacona!
Com lágrimas nos olhos
Ele partiu..
para a Terra prometida do creme burlet!!
Com meias, chinelo e um barrigão
Deixou-a a esperar
embaixo do Flamboyant
Com ruge borrado
Ninguém vai querer pegar
Minha quite dá para um par (4x)


Minha quite dá para um par
Eu não quero implorar
Não quero falar
E nem chorar
A tua gardênia,
Não sei o que fazer, sorrir?
E perguntar?
Você nem aprendeu o pliet...
Eu sei, eu deveria te ensinar
Mas você pinçou a lombar..
Pinçou a lombar
E começou a chiar
e ficou chato
Minha quite dava para um par (4x)


Foto: da Web.



sábado, 2 de janeiro de 2010

Subida da Favela























E lá vem ela,
lá vem ela,

Esculpida pelas ladeiras  da favela
passa pelas ruelas
ereta-direta no seu caminhar
é uma deusa
cantarolando um sambinha
a lata d'água
vai na cabeça
ave maria!

E lá vem ela,
E lá vem ela

Com seus chinelos de couro
vestido de algodão branco e solto
esconde seu corpo negro de pantera
no compasso do seu passo
todo dia a gente espera
a gente reza,
que ela tropece numa pedra
ave maria!
molhe esse vestido

E la vai ela,
Lá vai ela

Passo por passo
de olhos fechados
o brilho de sua pele suada
danada, tira o nosso sono
safada, mora lá no cume do morro
joga a água da lata na tina
e o momento tão esperado
molha seu vestido
morena
exibe esse corpo malcriado

todo dia a gente espera
a gente reza
a gente espera

e lá vem ela
lá vem ela




Fotos: da Web


Brincando com clichês sedimentados no nosso sub-consciente.